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Adeus




E ela me deixou.
E eu fiquei tão só.
Vivia no meu (no nosso) casulo de conto de fadas...
Sonhava no dia em que nos tornaríamos borboletas
Para enfim podermos voar...
Viramos.
Voamos.
Mas veio as tempestades
E de muitas conseguimos escapar
Mas elas deixaram cicatrizes
Que doíam à medida que outras mais vinham à tona.
Assim nos destruímos (fomos destruídas) pouco a pouco
E tudo virou um "simples" adeus
Com nossas almas a seguir rumos diferentes, estranhos e nada desejado por nós.
Eu só achei que seria para sempre.

Alegria depressiva


O sorriso oculta minha loucura desordenada.
Ele é o parceiro das minhas solidões aquosas,
Da minha vontade de explodir.
O chão rasga aos meus pés
E nada posso fazer.
Preciso continuar fingindo que nada existe
E que sou a pessoa mais feliz do mundo.
Essa alegria depressiva tornou-se sinônimo de mim.

Refogado

Sob a lona da mistura
Do alho com cebola e azeite
Adquirido dos judeus
Sigo meu caminho,
Assim como eles,
No labirinto indestrutível da realidade.

Onde está o encanto e a beleza das borboletas?




Na minha infância, meu pai sempre me ninava com algumas canções, uma delas era:

“Eu sou uma borboleta pequenina e faceira, ando no meio das flores procurando quem me queira... Borboleta pequenina vem aqui no meu quintal, venha ver como está lindo hoje é noite de Natal”.

Onde está o encanto e a beleza das borboletas?

Quando eu era criança
Via tantas borboletas a voar.
Possuíam todas as cores e tamanhos.
Com o passar do tempo foram desaparecendo
E o colorido se tornou incolor.
Quantas saudades sinto dos tempos no jardim
Em que eu corria atrás das borboletas.
Para onde elas foram?
Onde será que se escondem agora as “burbuletas”?
Volta pequenino inseto.
Quero poder novamente te admirar.