Abrir os olhos


Guardo em mim todos os sonhos do mundo. Sonhos engessados, mórbidos, flagelados. Farei com vocês o que o mundo clama. Mostrarei o quanto é descartável as aspirações de melhoria de vida, de um futuro próspero, da paz mundial. Eu sou a guerra e venho trazer a desgraça! Clamo a morte, a dor, as doenças, os pesadelos. A esterilidade do homem se amplifica na desgraça e eles rogam ao Deus pai todo poderoso na primeira, segunda e terceira vez. Cansam de pedir e não ter retorno e chamam por mim, baixinho, choram com medo! Ó vermes impiedosos! A raça humana é toda igual, podre! Vomitam os pulsos no desespero, voam de arranha-céus ou injetam, cheiram, fumam para aliviar a dor. Que alívio se a dor não passa e só aumenta? Já disse, eu sou a guerra e vim trazer a desgraça! Carrego o cheiro da saudade. Sim, o cheiro da saudade sádica, que devasta os sonhos fantasiosos por onde passa. Porque os sonhos são projeções e a projeção não é a realidade!


--- Texto apresentado no Festival Recifense de Literatura 2010, na rua da moeda.

Retrocesso?

Fico indignada com os absurdos que certos professores cometem.
Hoje, na aula, ligo meu notebook para fazer anotações sobre a explicação que estava sendo passada. Tinha uma dúvida, não souberam me responder, e decidi visitar o meu tão querido amigo Google para esclarecer o que me perturbava.
Dúvida esclarecida e pronto.
Continuo no computador fazendo minha anotações, atualizando minha agenda eterna de obrigações até que escuto: "que tanto você faz neste computador? Gostaria que você não o utilizasse!"
- Oi?
Como pode? Revolução da informática, escolas adotando notebooks em sala de aula, maior interatividade, maiores exemplos... E um docente me vetando!
Faço um curso na FUNDAJ onde utilizo o notebook sem problemas e na faculdade isto não é possível!! Absurdo! Estou indignadíssima.
Foi mais viável tirar minha dúvida pela internet, já como não sabiam me responder, do que guardá-la e não ter a resposta nunca!
Se fosse um idiota jogando a fazendinha do orkut...
Se eu estivesse dormindo acordada como muitos na sala. Se fosse um papel, além de estar jogando fora mais uma arvorezinha, estaria desligada tanto quanto se eu estivesse twittando.
Uma aula sinônima de perda de tempo, inútil, cheia de gaguejos e piadinhas sem graça e fora de hora e totalmente "dentro" do contexto da aula (uhum!)... E vetando a tecnologia. ¬¬
Tô puta!

SARA essa dor, MAGO.

E morreu hoje, às 13h (Portugal) e 8h (Brasil), o escritor português José Saramago, no auge dos seus 87 anos, em virtude de uma múltipla falha orgânica, provocada por uma prolongada doença.
Não se tem nem o que falar.
O corpo dele será cremado no domingo.
José Saramago escreveu inúmeros livros, entre eles o 'Ensaio sobre a cegueira', que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1998. O único ganhador de um Prêmio Nobel em língua portuguesa.

Revolta


Cada qual com seus ouvidos isolados, que cegam a iniciativa e a compreensão. O mundo explode num giro de empurrões e bate bate aos seus pés (e ombros!). A ignorância é tamanha que fingem nada ver. Qual o problema de se pedir uma mochila para segurar em um ônibus lotado?

Melhores do mundo

Alex Atala, com seu D.O.M., figura novamente na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo.
Agora, em 18º lugar, escalando 6 posições em relação ao do ano passado.
Infelizmente, o único brasileiro e sulamericano a marcar presença na lista novamente.

O D.O.M. situa-se na Rua Barão Capanema, 549. Jardins-SP.

Para acessar o site do D.O.M, clique aqui.

Um pedaço de tarde.

Princesa, me salva. Não! Saia daqui, sua chata. Aaah! Meu Deus, que menina grossa. Eita, achei um carrinho. Toma. Não é teu. Aaaah. Deixa de grito! Toma. Não é teu. Bota na garagem. Ah, errou. kkk. O meu entrou na garagem. Cadê os carrinhos? Ah, ela escondeu. Pera, eu vou pegar. Toma. Esse é um carro voador. O meu não voa. O meu voa! Eita, pega aqui no meu pé. Nããããão, faz cosquinha. Eu vou entrar pelo cachorro. Haahaha. Briga de carro, briga de carro. Bum! Quem vai ganhar? Quem vai me acertar? Eu pulo! Errou. kkk. Tenta me acertar, fofinha. hahaha. Eu vou no meu avião. kkk. Que foi? Foi no dente dela. Peça desculpa. Não. Vou sequestrar o carro. Não. Eu vou sequestrar o de Luli. Não. Peguei. Olha aí, tá vendo? Você é um ladrão? Não, sou amiga. O carrooo de ourooo. Puft! Vou trocar de carro. Ô gabi! O povo aproveitou o feriado pra viajar. Sai. Toca a campanhia. Quem é? É o ladrão. Solte. Sai daí. Sai daqui. hahaha. Não.Vou colocar um telhado. Ninguém vai ver. Ah, não bole não. Eu arrombei o telhado. Cadê o secretário? Ele tá onde? Cuidado com a cabeça de Luli. hahaha. Eu ia achar é bom, ia rir bem muito dela. Isso não se faz. Eu vou roubar. Ah, rouba. Rouba o meu! Não, vou roubar o dela. hahaha. Toma. Puft! Qual é o seu? Vou roubar o de ouro. Vem roubar. hahaha. Cabeça oca! Eu sou muito esperta. Au, au, au. kkk. Cachorro mau, mau, mau. Tem um bicho nas tuas costas. Aqui. Paft! Aqui, aqui. Paft! Ai. Assim não. ZzzZzZzzZZZzz. Eu peguei o pano. hauahuahaua. Tu vai esconder o pano aí é? kkk. Que foi? Vou, na minha calcinha. Me ajudaa. Me dá. O carro de ouro. Dá à ela. Não quero mais. Não vou dar, agora é meu. Eu tenho só um brinquedo. Me dá. Me dá agora! Aaaaar!!! Paft! Daqui a pouco vai apanhar! Vai pro chão. Atchiiim. Saúde. Eu, curiosa. Coisa feia. hehehe. Rapaz, caí, visse? Cuidado pra não se arrebentar. Que foi? Oxe, tu num tava dormindo? Quem quer o carro de ouro? E esse caderno? É meu. Me dá. Não, não. Me dê o carro. Dê esta merda a ela. O carro? É. Quer fazer ela de besta, rapaz. Não tome o caderno dela. Ela cuspiu. Cuspiu. Cuspi não. Cuspiu! Não. Tome. Luiza, venha cá. Me dê o caderno. Eu troquei. Ela não foi pegar. Sem gritar, se não você vai pro calabouço. É. Cala a boca. hahaha. Tu vai, visse? Vai vocês duas. Ó a malcriação. Eu tô aqui. Buáááá. Eita, errei. O negócio dela é brincar pra destruir. Aaah. Chega. Sai da minha casa. Não. Você que sai. Sim. Sai. Saaaai. Eita. kkk. Eu quero. Brinca aqui. Caiu. Puft! Cansou? Vamo tomar banho? Nãããão! E esse cheirinho? Gabriela! Alô? Oi, tá certo. Vai sair agora? Cuidado pra não cair. Sobe sem abrir a gaveta. Eita. Hoje tem jogo sport x náutico. Cadê teus desenhos? Aqui. É tudo teu? Oxe, tu já tá aqui. Meus dois livros. É de quem? Eu jurei que eu ia ficar com a coluna doendo...meus pés tão doendo, inchados. Jurei que minha coluna ia ficar lascada. Some daqui. Minha coroa, meu vestido. E é? Esse é teu castelo? É, minha coroa. Isso é o quê? É teu? Aqui é minha casa. Gabi fez isso, isso e isso. Ó papai. Quem fez? Gabi e Gabi. Olha a sereia. Cadê? A bruxa. A bruxa apaixonada pelo gato. O vestido dela. Verde com rosa. Olha o cabelo dela. A nuvem e o sol. E o céu. E o céu. Olha aqui. Foi tu que fez? Quem tá aqui dentro? As meninas. Eu, papai e mamãe. Oxe, tua mãe é a bruxa é? Não, é tu. kkk. Eu sou a princesa. Cala a boca! Eu sou todas as princesas. Respeite! Ela é sua irmã mais velha. O cachorro aqui, vendo a lua e a aqui vai ser a parada. Senta ele e depois abre.










UFA! 10 minutinhos da minha tarde hoje. :P

Há o ar livre?

Ao ar livre. O que isso significa? O ar nunca é livre! E o livre é relativo e puramente efêmero.
O ar é anestésico para os amores desvairados; é confortável. Mas quais são esses amores? Pros iguais, é exaustivo, desconfortável. O ar é um sincretismo concreto. Sem proteção.
O ar dos campos, das praças, da sua casa deveria ser livre. Livre. Liberdade. Nostalgia hippie.
Carinho. Amor. Beijos. Abraços. Gestos singelos de pureza e grandeza humana, sem necessidade de repreensões.
Quero ar livre, respirável, respeitável.